O fanfarrão Vilmarzim extrapolou na irresponsabilidade e precisa ser punido
O ex-prefeito de Aparecida Vilmar Mariano corre o risco de não sair impune do seu mandato encerrado no último dia 31 de dezembro. Ele deixou um rastro de ações suspeitas, algumas ostensivamente caracterizadas como possivelmente delituosas, como a decisão de pagar R$ 135 milhões de reais a fornecedores e empreiteiras, na reta final, em vez de quitar os salários de dezembro do funcionalismo municipal. E isso sem respeitar a fila cronológica, sem falar no acúmulo de compromissos não cumpridos, como os repasses para o Hospital Municipal e para cobrir o subsídio da tarifa do transporte coletivo da região metropolitana. Um rombo superior a R$ 500 milhões.

Vilmarzim – e olhem que esse apelido diminutivado não é por acaso – deslizou para a lata de lixo da história como o pior prefeito de todos os tempos em Aparecida. Seu legado é inacreditavelmente trágico e confirma o que as pesquisas de avaliação sempre apontaram para o seu nome: na visão popular, faltava a ele altura para o cargo. Não ficou pedra sobre após o seu desgoverno. Nunca foi nada além de um fanfarrão irresponsável que passou pela presidência da Câmara como ladrão de galinha, processado pelo Ministério Público por retornar recursos de um curso de R$ 30 mil reais que contratou para o aperfeiçoamento de funcionários da Casa, tudo encenação para desviar dinheiro público. Se houver um mínimo de Justiça nesse país, ele será chamado para prestar contas e pagar pelas suas leviandades.
O ex-prefeito Gustavo Mendanha tem culpa nesse cartório. Ele escolheu esse tipo execrável para ser o seu vice, criando as condições para o que de pior poderia acontecer na gestão municipal de Aparecida. Mendanha purgou seu pecado com a traição de Vilmarzim, que se bandeou para a campanha do Professor Alcides arrotando a intenção de dar o “troco nas urnas” até mesmo no governador Ronaldo Caiado, como vingança por ter sido descartado como candidato da base governista à sua própria sucessão. Tudo, na verdade, mais uma fanfarronada. Na prática, transferiu mais rejeição para Alcides e assim “ajudou” a eleger Leandro Vilela.
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Desde a posse de Vilela que ninguém tem notícias de Vilmarzim. Simplesmente sumiu. Provavelmente, não tem cara nem hombridade para sair às ruas. Deixou milhares de famílias amargando um Natal sem dinheiro, ao driblar a obrigação moral de pagar a folha de pessoal antes do Natal, uma tradição que hoje permeia todo o setor público em Goiás (Estado e prefeituras) e ele descumpriu. Mas não é só isso. Houve na sua gestão um excesso de contratações com dispensa de licitação ou adesão a procedimentos em outras regiões do país. Algumas, suspeitíssimas. O prefeito Leandro Vilela já formulou uma denúncia ao Tribunal de Contas dos Municípios, na qual relacionou e documentou muitas das ilegalidades cometidas por Vilmarzim. Vamos ver agora a reação do TCM, que o governador Ronaldo Caiado já criticou pela leniência com gestores municipais inconsequentes.