“Efeito Gracinha” favorece Zacharias Calil para a 2ª vaga senatorial e derruba Vanderlan e Gayer
Todas as pesquisas sobre as 2 vagas para o Senado por Goiás, nas eleições deste ano, apontam o franco favoritismo da ex-primeira-dama Gracinha Caiado (UNIÃO) e um empate triplo, no 2º lugar, entre o senador Vanderlan Cardoso (PSD) e os deputados federais Zacharias Calil (MDB) e Gustavo Gayer (PL). Mas, atenção, leitoras e leitores: se houvesse uma bolsa de apostas para essa competição, Zacharias Calil despontaria com facilidade como o preferido para arrebatar a 2ª vaga.
Primeiro, pelo efeito de arrasto da candidatura de Gracinha, ao induzir o 2º voto senatorial para um nome identificado com a base governista e todo o seu potencial de campanha. Teoricamente, a chapa liderada pelo governador Daniel Vilela (MDB), em busca da reeleição, conta com 4 postulantes ao Senado: a ex-primeira-dama, Zacharias, Vanderlan e Alexandre Baldy. Esse último, Baldy, entrou na disputa por razões que ninguém conhece ou entende. Não faz campanha e não se movimenta, o que denuncia a sua verdadeira pretensão: a 1ª suplência de Gracinha Caiado.

Restam no páreo senatorial Vanderlan e Zacharias. Mas Vanderlan não tem a menor identificação com a base governista. Não apoiou a reeleição do então governador Ronaldo Caiado, em 2022, mesmo após ter sido endossado por Caiado para prefeito de Goiânia em 2020 (quando perdeu para Maguito Vilela). Indicou a esposa Izaura Cardoso para 1ª suplente de Wilder Morais, ainda em 2022, detalhe que tem impacto direto na falta de confiança com que é visto pelo Palácio das Esmeraldas: se Wilder vencer para o governo estadual, ela, Izaura, ganha automaticamente 4 anos de mandato no Senado. Vanderlan, portanto, tem um pé na canoa de Daniel e outra na de Wilder. Venhamos e convenhamos: é algo que não cheira bem. E alimenta uma permanente desconfiança em relação à lealdade ou fidelidade de Vanderlan, em especial se ele cair nas pesquisas (e está caindo) e resolver mais uma vez trair para garantir os seus interesses pessoais ou familiares, de alguma forma investindo de última hora em Wilder Morais.

Tudo isso significa que o cenário dentro da base governista é de direcionamento do 2º voto senatorial para Zacharias Calil. É ele quem tem o perfil pessoal e político ideal para uma dobradinha capaz de absorver a influência favorável do 1º voto em Gracinha Caiado – e é o que as pesquisas estão evidenciando, ao comprovar a sua contínua ascensão, ao contrário de Vanderlan Cardoso, em queda, e Gustavo Gayer, estagnado. Zacharias tem mais cara e jeito de senador do que a concorrência (inclusive Vanderlan, que é senador, porém parece um deputado federal enviando máquinas para prefeitos). Entra na base bolsonarista e tira votos de Gayer (coisa que Vanderlan também não consegue). Por último, é um homem de caráter, que não faz concessões, totalmente confiável, assim replicando virtudes que entraram em alta em Goiás desde a posse de Caiado como governador em 2019.
LEIA TAMBÉM
Pesquisa mostra que candidatura de Wilder é aventura capaz de derrotar Gayer para o Senado
Série de manchetes negativas de O Popular inviabilizou Bruno Peixoto para vice de Daniel
Foco da eleição para governador em Goiás será um só: continuidade
Em eleições senatoriais com 2 cadeiras disponíveis, um candidato forte e bem-posicionado nas pesquisas, em 1º lugar, costuma direcionar o voto para a definição da 2ª vaga. Com frequência, esse fenômeno tem sido observado na história das urnas em Goiás. Em alguma medida, vai se repetir em outubro próximo, o que, se ocorrer, privilegia e aumenta as chances de Zacharias Calil. É ele e mais ninguém o depositário dessas expectativas. Pelas suas qualidades próprias e pela tração que vem da sua companheira de chapa, configurou-se um quadro perfeito para reservar um assento na mais elevada Câmara Legislativa do país para Zacharias.