Nova pesquisa dá vitória para Daniel Vilela no 1º turno, com 51,8% dos votos válidos
A 3 meses da data das eleições, as pesquisas começam a se suceder – tanto as de credibilidade como as consideradas fajutas e ostensivamente fabricadas na tentativa de influenciar a futura decisão de voto. Atenção, leitoras e leitores: institutos depositários da fé pública são pouquíssimos, caso da Genial/Quaest: 100% de confiabilidade. Ou a Atlas/Intel, que se baseia em métodos estatísticos totalmente diferenciados e costuma antecipar tendências. Outra é a Paraná Pesquisas, também levada a sério pelo meio político e pela imprensa nacional. Até a Real Time Big Data, da Rede Record, apesar de alguns escorregões especificamente em Goiás, recuperou-se e merece ser acreditada.

É exatamente a Paraná Pesquisas que acaba de publicar um levantamento sobre as intenções de voto para governador de Goiás (trabalho de campo entre 3 e 5 de julho). Os quocientes confirmam o favoritismo do emedebista Daniel Vilela. Segundo a Paraná Pesquisas, ele alcança 44,4%, quase 20 pontos à frente do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com 25,4%, e mais de 30 pontos de dianteira sobre Wilder Morais (PL), este atolado nos 11,5%, patamar em que se encontra há meses. Seguem-se o petista Luis Cesar Bueno, com 3,3%, e o vereador Telêmaco Brandão, do Novo, com 1,1%. Um detalhe fundamental é que esses índices estão alinhados com os apurados pelos demais institutos caracterizados pela insuspeição, como os citados Genial/Quaest e Atlas/Intel, com pequena variação para cima ou para baixo.
Duas semanas depois da publicação de 2 pesquisas de zero fidedignidade, uma da conhecida Exata, de peripécias vergonhosas em eleições passadas em Goiás (propriedade de um trêfego conhecido como Catatau, olhem só o nome!), e outra de um certo instituto Lupa, de procedência desconhecida (cujo site na internet parece concebido para esconder o cadastro da empresa), ambas apresentando Marconi Perillo em 1º lugar, o trabalho da Paraná Pesquisas mostra que estamos diante de um quadro em vias de consolidação. Daniel Vilela mantém-se estável na liderança, com uma vantagem decisiva: considerados apenas os votos válidos, critério que a Justiça Eleitoral usa, Daniel vence no 1º turno, com 51,8%. E não é novidade: em todas as 3 pesquisas da Paraná, neste ano, ele oscila décimos, porém seguro na ponta e assegurando a prerrogativa de definir a fatura ainda no 1º turno.
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Quem quiser acreditar em parlapatices como as pesquisas da Exata e da tal Lupa, que gaste o seu tempo e juízo em vão. O fato é que não há segredo nenhum quando o assunto é pesquisa séria. Antes de tudo, verificar os antecedentes e as taxas de acerto em eleições anteriores. Segundo, conferir se os resultados estão em sintonia com os demais institutos aprovados, em torno da margem de erro. Por fim, avaliar fatores como a qualidade dos especialistas responsáveis e as metodologias adotadas. Pronto. É simples. A Paraná Pesquisas passa com méritos em todos esses quesitos, do mesmo modo que a Quaest e a Atlas/Intel e mais algumas pouquíssimas. Por ora, portanto, não se discute: Daniel Vilela, se a eleição fosse hoje, estaria eleito sem necessidade de 2º turno. E a matemática eleitoral disponível, no momento. E com números não se briga.