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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

08 jul

74% de aprovação para Daniel Vilela: apuração da Paraná Pesquisas é devastadora para a oposição

Não é exagero afirmar que a divulgação do último levantamento da Paraná Pesquisas, com trabalho de campo realizado entre 3 e 5 de julho, trouxe notícias devastadoras para a oposição em Goiás. Não deve ter soado bem para a turma do contra a consolidação do 1º lugar do governador Daniel Vilela na corrida pelo Palácio das Esmeraldas, a uma larga distância dos adversários (20 pontos à frente do ex-governador Marconi Perillo e mais de 30 pontos de dianteira sobre Wilder Morais), assim como também foi demolidora a confirmação de que, se a eleição fosse hoje, Daniel Vilela estaria consagrado no 1º turno com 51,8% dos votos válidos. Mas fulminante mesmo, para os adversários, acabou sendo a surpreendente aprovação popular de 74,5% conquistada pelo atual governador.

 

 

Em praticamente 3 meses como titular do Poder Executivo, Daniel Vilela, segundo a Paraná Pesquisas, comprovou estar plenamente em condições de levar adiante o legado do ex-governador Ronaldo Caiado, mas, ao mesmo tempo, mostrou que já fixou uma identidade própria, baseada na sua mensagem de continuidade administrativa complementada pela inovação tecnológica. Essa é a marca do governador. Tê-la construído em tão pouco tempo é uma verdadeira façanha. Os 74% de avaliação positiva como gestor público jogam por terra qualquer crítica da oposição, que chegou até a ser ensaiada, no sentido de que ele, Daniel, não é Caiado e que talvez não estivesse à altura de dar sequência para o bom momento do Estado durante os mandatos do ex-governador. Nada disso. A Paraná Pesquisas atestou que, sim, Daniel Vilela tem uma boa mão gerencial, semelhante à de Caiado. E atenção, leitoras e leitores: segundo a opinião majoritária da população.

 

 

A tabela de rejeição apurada pela Paraná Pesquisas arredonda a confortável situação de Daniel Vilela. Ele é o que tem a menor taxa de recusa do nome pelo eleitorado: 15,8%, enquanto os principais antagonistas aparecem com números maiores. Marconi Perillo, como sempre, lidera como o mais rejeitado, com 37,8% (em algumas faixas, como a da juventude, vai a 40%). Wilder Morais, mesmo ainda muito desconhecido, figura em 2º lugar, com 20,5%. Em resumo: a Paraná Pesquisas trouxe um acúmulo de dados favoráveis para Daniel Vilela, desde o 1º lugar isolado, com vitória no 1º turno, até a uma aprovação de 74% para a sua gestão e o menor nível de rejeição, sem falar que deixou patente a ostensiva fraqueza dos oponentes.

 

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Não há como concluir de outra forma: os índices revelados pela Paraná Pesquisas definem um cenário de beco sem saída para Marconi e Wilder. A 3 meses da data das urnas e até hoje sem formular com precisão uma proposta alternativa de poder, ambos estão paralisados pela carência de ideias, de aliados e de estrutura de campanha. Dias atrás, o evento número um da agenda de Marconi foi uma reunião numa padaria do bairro Popular, em Goiânia. Wilder arrastou também para Goiânia o candidato a presidente do PL Flávio Bolsonaro para o lançamento oficial da sua candidatura, mas desperdiçou a oportunidade com um discurso eivado de erros grosseiros de português (como sempre) e a promessa de que vai copiar projetos para a Saúde que hoje são tocados em São Paulo. Tem cabimento? Sem rumo, os dois assistem inertes à mega movimentação de Daniel Vilela chefiando uma ampla aliança partidária, arregimentando lideranças de peso para o seu palanque e se beneficiando de uma história pessoal robusta, apesar da juventude – agora com o acréscimo do referendo popular de 74%. A cereja do bolo, isto é, o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado, nem tem sido explorada, por ora, reservada para os holofotes dos programas no rádio e televisão, a partir de agosto, como uma arma poderosa destinada a garantir o fechamento da campanha com chave de ouro. Sem reação a tudo isso, a oposição parece morta.