As 3 principais indicações das pesquisas sobre as eleições em Goiás, até agora

É preocupante – para a oposição – o cenário desenhado até agora pelas pesquisas dos institutos de credibilidade incontestada – Genial/Quaest, Atlas/Intel, Paraná Pesquisas e Real Data Big Time (este último ligeiramente abaixo dos 3 anteriores) – sobre as eleições majoritárias em Goiás, ou seja, para governador. Feito um balanço da evolução desses levantamentos desde o final do ano passado, o quadro vem sendo simplesmente negativo para candidatos como o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), o senador Wilder Morais (PL) e o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (por enquanto representante do PT na disputa pelo Palácio das Esmeradas, apesar da humilhação pública a que está sendo submetido com as tentativas fracassadas do presidente Lula de substituí-lo por Adriana Accorsi), correndo por fora, na faixa de 1º, o vereador Telêmaco Brandão, do Novo.
De todos os números publicados do fim de 2025 até hoje – e repita-se: somente pelos citados institutos de credibilidade, imunes a manipulação -, podem ser extraídas 3 linhas principais. 1) o governador Daniel Vilela é o favorito e, importantíssimo, está em ascensão, na marca dos 51,8% dos votos válidos e daí com perspectiva de vencer em 1º turno; 2) seus adversários não cresceram, atolados na mesma faixa de intenções de voto por mais de 9 meses; e, por último, 3) a mais recente pesquisa divulgada, pela Paraná Pesquisas, com dados levantados entre 3 e 5 de julho, acrescentou um dado valioso para a campanha de Daniel Vilela: uma aprovação de 74% para a sua sugestão, em linha com os índices alcançados pelo ex-governador Ronaldo Caiado durante os seus dois mandatos, uma forte evidência de que, sim, a tese da continuidade administrativa foi acolhida pela população ao enxergar em Daniel a sequência natural dos avanços obtidos na Era Caiado.

Vamos para as explicações, quase óbvias. Daniel já alcançou uma vantagem de 20 votos sobre Marconi, mais de 30 acima de Wilder e a perder de vista quanto a Luis Cesar e a Telêmaco Brandão, do Novo. Cresce e continua crescendo porque, um mês antes da avaliação da Paraná Pesquisas, a Genial/Quaest havia definido para ele um percentual de 37% de desconhecimento. Isso cria uma margem para a ampliação das suas intenções de voto, na medida, também, em que se difunde a preferência de Caiado por ele – repetindo, uma informação já massificada, conforme sinaliza com clareza a aprovação de 74% para a sua gestão, conquistada em tempo recorde de 3 meses e meio, não à toa, como já dito, número parecido com o de Caiado na sua época de governador.
A identificação com Caiado facilita para Daniel Vilela: ele o único dos postulantes a dispor de um plano de governo facilmente reconhecido pelo eleitorado, a continuidade automaticamente embutida na sua candidatura. Daniel praticamente não precisa dizer nada, as goianas e os goianos sabem o que pretende e vai fazer. Marconi, Wilder e o petista que vier, se vier, no lugar de Luis Cesar ou o próprio, ainda não conseguiram passar nenhuma mensagem nesse sentido. Aparentemente, eles ensaiam como saída desesperada o esforço para arrastar a disputa para o confronto de nomes e não o embate entre projetos para Goiás. Marconi com a volta ao passado, Wilder se agarrando no bolsonarismo como âncora exclusiva e Luis Cesar com a defesa da reeleição de Lula como panaceia para todos os desafios estaduais. Daniel Vilela, ao emplacar 74% de recepção positiva no início deste julho, criou rapidamente identidade própria, mas sem perder a conexão com Caiado ao acrescentar a pauta da inovação ao roteiro tranquilo da continuidade, e isso chamou atenção, até pelo contraste com a pobreza conceitual dos concorrentes, como provou a Paraná Pesquisas.
Liderança isolada, a menos de 3 meses para a data das urnas, com a adição de uma espetacular avaliação positiva, tudo isso delineia uma conjuntura auspiciosa para o governador Daniel Vilela – e ele não está deitado sobre os louros, ao contrário, trabalha e circula dia e noite, com uma usina de iniciativas e entregas e como beneficiário legal da visibilidade do cargo. Em especial, nos setores da Segurança, filé das políticas públicas em Goiás, e da Saúde, com soluções de implantação imediata. O autor deste blog já escreveu aqui inúmeras vezes e repisa: os competidores ou não sabem ou não têm como reagir. Falta respaldo partidário, apoio de lideranças de peso, agenda consistente de campanha e o que talvez seja o mais decisivo: ideias. Campanha é hora de ideias, primacialmente brilhantes. Sem elas, nenhum candidato vai muito longe.