Código de ética que o atual presidente do PSDB Geraldo Alckmin está preparando vai levar à expulsão de tucanos ilustres, mas enrolados, como Aécio Neves, Beto Richa e Marconi Perillo
Não é especulação nem notícia sem fundamento. O presidente nacional do PSDB Geraldo Alckmin deve abandonar o cargo ainda neste semestre, mas, antes, anunciou que vai deixar em vigor um código de ética para o partido – que nunca teve um em toda a sua história. O objetivo é estabelecer normas rígidas de conduta para os tucanos, em especial aqueles que são alvo de processos judiciais por improbidade administrativa – o que atinge em cheio políticos como o candidato derrotado à presidência Aécio Neves e os ex-governadores Marconi Perillo e Beto Richa (do Paraná).
Marconi tem um padrinho forte na cúpula do PSDB: o governador de São Paulo João Dória. O problema é que Dória também é a favor de um código ética para a agremiação, para, segundo já disse, afastar todos os enrolados em investigações e inquéritos na polícia e na Justiça.