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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

28 jun

Base governista se divide entre as vantagens e desvantagens da candidatura de Lúcia Vânia na 2º vaga ao Senado e tende a achar muito mais conveniente arriscar com Demóstenes

Se possível fosse fazer uma votação na base governista, para apurar as preferências por Lúcia Vânia ou por Demóstenes Torres para ocupar a 2ª vaga ao Senado na chapa de Zé Eliton, haveria um empate.

 

Por pragmatismo, metade enxergaria maior conveniência na candidatura da senadora, que é mulher, lidera algumas pesquisas, aparece bem em 2º lugar em outras e tem serviços prestados aos municípios, importando, nessa visão, ganhar a eleição a qualquer custo.

 

Mas outra metade, pragmática, ficaria com o procurador, na certeza de que não adianta trabalhar para eleger alguém – Lúcia – que só pensa em si mesmo e nos familiares, jamais se prontificando a vestir a camisa do time, recusando-se a qualquer sacrifício, exatamente o contrário de Demóstenes – um leão na defesa da base governista, dos seus interesses e dos seus líderes.

 

Melhor então arriscar com Demóstenes. Ele não dá chiliques, não desaparece da convivência com os amigos e aliados, não chantageia, não faz ameaças, fica à vontade para solidarizar-se com companheiros em momentos difíceis e não corre de nenhuma briga, seja dele, seja do grupo. Não coage para ser indicado candidato na 2º vaga ao Senado e se dispõe democraticamente a se submeter a critérios e filtros que eventualmente venham a ser determinados para a escolha final.

 

Demóstenes está pronto para o embate da campanha, quaisquer que sejam os termos. Em poucas palavras, ele é tudo que ela não é nem nunca será para a base governista.