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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

26 jul

PRB racha em Goiás: João Campos, presidente estadual do partido, busca alternativas a Zé Eliton, enquanto os deputados Marlúcio e Jeferson vão a Zé Eliton e dizem que ficam na base de qualquer maneira

O PRB, partido ligado à poderosa Igreja Universal e à Rede Record de Televisão e dotado de um ativo valioso para a próxima eleição, que são os 20 segundos em cada bloco do horário eleitoral na TV, rachou em definitivo em Goiás.

 

De um lado, o deputado federal João Campos, presidente estadual do PRB, que articula alternativas à candidatura de Zé Eliton – rejeitado pelas suas bases (policiais civis, agentes prisionais e setores evangélicos), que preferem ostensivamente e até já fecharam, na maioria dos seus sindicatos, associações e igrejas, com o senador Ronaldo Caiado.

 

João Campos, particularmente, prefere o MDB, mas pode ser levado para a coligação democrata, com a qual já esteve negociando, ficando a um passo de ocupar a vice de Caiado, da qual recuou por veto da cúpula nacional, que exige a sua recandidatura a deputado federal (em razão da velha história da importância do número de cadeiras na Câmara para que os partidos tenham acesso ao fundo partidário).

 

O problema são os dois deputados do PRB, Marlúcio Pereira e Jeferson Rodrigues, que preferem ficar na base governista. Eles contam com o apoio do suplente de deputado federal Gilvam Máximo, com o qual foram até Zé Eliton, durante os eventos na Cidade de Goiás, para avisar que permanecerão com ele em qualquer circunstância. Não há solução à vista.