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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

28 jul

Círculo íntimo de Zé Eliton tem baixa qualificação intelectual, pouco conhecimento de história e rala inteligência política, tanto que até hoje não conseguiu produzir nenhum fato novo ou impactante

Todo governante, em qualquer parte do mundo, é cercado em primeiro lugar por bajuladores – que afastam para a periferia do círculo de poder as cabeças mais lúcidas e que ousam pensar com criatividade e diferença.

 

No caso do governador Zé Eliton, isso é ainda mais grave porque ele, por natureza de vocação autoritária (que o digam seus assessores diretos) e também por ter sido bem sucedido muito precocemente, transformando-se em vice-governador por mais de sete anos sem esforço algum, não gosta de ser contrariado ou confrontado e se julga capaz de opinar e decidir sobre tudo.

 

Marconi Perillo, o seu tutor e mentor, é alguém que não teme a inteligência e que admite com a maior tranquilidade que não é necessário ser sempre o número um da roda. Ele tem uma capacidade superior de absorver sugestões e ajustar o seu comportamento, tudo resolvendo com a vantagem do extraordinário conjunto de informações privilegiadas de que sempre dispõe.

 

Quando é que Marconi, em todas as campanhas que fez, aceitaria caminhar a reboque dos seus adversários, como Zé Eliton está indo? Nunca. A iniciativa, em quatro eleições vitoriosas mais a de Alcides Rodrigues, sempre foi do tucano-chefe, que, agora, com o seu candidato-poste, experimenta pela primeira vez as agruras da rabeira – afetando até as suas chances de se eleger para o Senado.

 

Zé Eliton não sabe liderar. Só o cargo não é suficiente. E líder não se impõe. Seu círculo imediato tem baixa qualificação intelectual, é guiado pelo pragmatismo rasteiro, não tem conhecimento de história, mostra rala inteligência política, tanto que até hoje a campanha tucana não conseguiu produzir nenhum fato impactante e, segundo as pesquisas, não é aceita pelo eleitorado.

 

É assim que se constrói uma derrota.