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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

02 ago

Incêndio na base(17): defecção do PDT fragiliza Zé Eliton em um momento decisivo para o fechamento das suas alianças e deixa evidente que a articulação da base governista está sem rumo

Ao deixar a base governista, o PDT expôs a fragilidade da candidatura Zé Eliton, que, mesmo contando com o poderio da máquina governista a favor, não consegue convencer partidos e políticos aliados a seguir ao seu lado.

 

Como sempre, Zé Eliton e Marconi Perillo foram surpreendidos pela decisão do casal Flávia Morais-George, capos pedetistas em Goiás. Eles reuniram-se em Brasília com o presidente Carlos Lupi, que fixou uma posição rígida proibindo a coligação com o PSDB e deu duas alternativas: 1) o lançamento de uma candidatura própria a governador, no caso, sugeriu Lupi, o vereador Paulinho Graus, única cadeira do PDT na Câmara de Goiânia ou 2) coligar-se com o DEM, que não tem candidato a presidente, e poderia assim levar parte do prestígio eleitoral de Ronaldo Caiado para a candidatura presidencial de Ciro Gomes em Goiás.

 

É óbvio que os Morais escolheram a 2ª opção, garantindo assim a viabilidade da reeleição de Flávia para a Câmara Federal. A chapa proporcional de Caiado já tem Delegado Waldir, José Nelto, José Mário Schreiner e Glauskston Batista Rios, o Glaustin da Fokus, todos 100% viáveis, o que facilita as coisas para que a deputada conquiste mais um mandato. No fritar dos ovos, Caiado ficaria com uma bancada federal de cinco deputados.