Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

06 ago

PSDB e o que sobrou de partidos na base aliada fazem convenção cenográfica de padrão americano, mas sob a sombra do esfacelamento dos alicerces que sustentaram o Tempo Novo por 20 anos

Liderada pelo PSDB, a coligação com os partidos que sobraram da onda de defecções que levou para a oposição cinco partidos de peso que sempre estiveram com o Tempo Novo – PP, PDT, PRB, PROS e PHS –conseguiu fazer neste domingo, 5, uma convenção grandiosa e cenográfica, de padrão americano, como pano de fundo para a oficialização da chapa de Zé Eliton, Raquel Teixeira, Marconi Perillo e Lúcia Vânia.

 

Foi uma festa e tanto. Mas, no ginásio Goiânia Arena, pairava no ar uma sombra: o espetáculo não foi suficiente para ocultar o encolhimento da base governista, que em menos de 30 dias, a partir da confirmação do deputado Lincoln Tejota como vice de Ronaldo Caiado, esfacelou-se e foi reduzida à metade do tamanho original.

 

Em 24 horas, a convenção terá sido esquecida até pela militância apaixonada que esteve lá. Mas os efeitos provocados pela debandada dos cinco partidos terão continuidade e com certeza devem repercutir nas urnas de outubro próximo, daqui a 60 dias exatos – para muitos tempo suficiente para uma reação, para outros um prazo apertado demais para Zé Eliton sair do empate em 2º lugar nas pesquisas com Daniel Vilela e ultrapassar Caiado ou pelo menos tentar se classificar para um eventual 2º turno.

 

A realidade política agora é outra em Goiás.