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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

13 ago

Caiado e Daniel Vilela produziram fatos novos e subiram nas pesquisas. Zé Eliton ficou na defensiva, perdeu quase a metade da sua base de apoio e foi o único que caiu… pouco, mas caiu

O governador Zé Eliton foi o único dos três principais candidatos a governador a cair na pesquisa Serpes/O Popular publicada neste domingo.

 

Depois de ser obrigado a jogar na defensiva, ao perder quase a metade da sua base de apoio (PP, PDT, PRB, PROS e PHS bandearam-se para a oposição), o candidato tucano foi obrigado a montar uma chapa quase pura, com integrantes do PSDB em três das quatro principais posições, enquanto seus adversários se beneficiavam dos fatos novos da reta final das convenções e se fortaleciam. Resultado: Zé Eliton saiu de 10% no levantamento do Serpes publicado em junho passado para 9,9% agora, redução de 0,1 décimo de ponto, enquanto Ronaldo Caiado subiu de 38 para 39,8% e o perigosíssimo Daniel Vilela saltou de 5,6 para 8,6%.

 

Esses números representam um grande complicador para o representante da base governista, que enfrenta desconfiança generalizada em relação à sua capacidade de reagir, se afirmar, de alguma forma subir nas pesquisas e por fim motivar a sua militância – hoje confrontada com a possibilidade real de perder a eleição e ser obrigada a abrir mão do que chama de “legado” de 20 anos de poder.

 

O desempenho de Zé Eliton está muito, mas muito abaixo do significado do conjunto de forças que, mesmo com as defecções, ainda restou ao seu lado e menos ainda do poderio resumido na máquina governista e os privilégios que garante para qualquer candidato – o sistema que o lançou é forte e tem presença marcante na política estadual, mas pode ter escolhido o nome errado.