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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

26 ago

Última esperança de Zé Eliton e Daniel para reverter a forte liderança de Caiado e forçar um 2º turno é o horário eleitoral no rádio e TV, que começa dia 31 próximo. É quase como esperar um milagre

A campanha de rua, está provado pela pesquisa Serpes/O Popular deste domingo, não tem potencial para mudar o favoritismo sedimentado do senador Ronaldo Caiado e a tendência quase inexorável de que a eleição venha a ser definida no 1º turno a favor do candidato democrata.

 

Depois de 10 dias, Zé Eliton e Daniel Vilela continuam empatados no 2º lugar, com os mesmos índices da pesquisa anterior, a 30 pontos ou 1.000.000 de votos de distância de Caiado. Tudo indica que os dois, hoje, não têm alternativa a não ser torcer para que o horário eleitoral no rádio e na televisão, que começa no próximo dia 31, tenha força para mudar esse quadro negativo (para os dois).

 

Infelizmente para eles, é praticamente o mesmo que esperar um milagre. A propaganda eletrônica, em Goiás, nunca mudou o resultado de eleição nenhuma, mas apenas refletiu o que vinha da sociedade. E pior ainda neste ano, quando os candidatos a governador terão exíguos minutos diários para vender o seu peixe. Zé Eliton, por exemplo, o que mais terá tempo de rádio e televisão, só disporá de pouco mais de 3 minutos, duas vezes por dia, às quartas quintas e sextas, além de 10 pílulas diárias de 30 segundos esparramadas pela programação das 5 da manhã às 24 horas. Daniel, pouco mais de 2 minutos, mais 7 inserções diárias de 30 segundos. Como irão convencer centenas e centenas de milhares de eleitores, ainda mais em um mundo onde a fragmentação da comunicação entre televisão, rádio, jornais, internet e outros meios, até a força do relacionamento familiar e com amigos, têm influência na definição do voto?

 

É um beco sem saída.