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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

03 set

Marconi agora promete fazer no Senado, se for eleito, o que não fez nos 4 anos que passou lá, de 2007 a 2010, quando só conseguiu aprovar 3 projetos de lei, todos irrelevantes para Goiás e para o Brasil

O ex-governador Marconi Perillo é bom de campanha: ele não para nem de dia nem de noite, nem durante a semana nem nos sábados e domingos.

 

Nos discursos em eventos e na televisão, Marconi está fundamentando a sua candidatura ao Senado em uma série de compromissos: trabalhar para fortalecer os municípios, apoiar as igrejas evangélicas, aumentar a força de Goiás em Brasília, atuar para atualizar e melhorar a legislação penal para punir com mais rigor os criminosos.

 

Quando foi senador, por quatro anos, de 2007 a 2010 (nesse ano, foi eleito para o terceiro mandato de governador), ele não fez nada disso. Seu saldo de realizações na mais alta e importante Câmara Legislativa do país é nulo. Propôs quase 70 projetos, mas todos foram o arquivo por motivos diversos, mas sempre relacionados com inconsistências técnicas, com exceção de três, que, esses, sim, transformaram-se em leis – dois sobre honrarias vazias e um sobre a limpeza obrigatória de bueiros.

 

Tudo irrelevante, sem a menor importância para os goianos e os brasileiros. Agora, Marconi quer uma nova chance para fazer o que deixou de fazer quando estava no Senado.