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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

05 set

Kajuru tem na mão a chance de se eleger para o Senado, encarnando a gigantesca rejeição do eleitor a Marconi, mas precisa parar de fazer bobagens e desenvolver uma campanha centrada

Em alguns momentos, o candidato da chapa democrata ao Senado Jorge Kajuru parece mostrar consciência do caminho aberto para ele na presente eleição e da estratégia a seguir para chegar a uma vitória.

 

Em outros, comporta-se como alguém que não aprendeu nada de política e, pior, não compreende o momento histórico e seus condicionantes.

 

Para vencer e se tornar um senador que vai chamar a atenção do país, Kajuru e qualquer um sabem que estão à sua frente dois caminhos. Um é o discurso da antipolítica. É fácil, está na moda e ele, que tem credibilidade para isso, já o está trilhando. O outro, é o do antagonismo com o ex-governador e também candidato ao Senado Marconi Perillo.

 

Marconi tem a maior rejeição dentre todos os candidatos majoritários. Em algumas pesquisas, perto da metade do eleitorado declara que não votaria nele de jeito nenhum. Há, portanto, uma formidável massa de votos disponível para quem encarnar essa ojeriza espontânea dos goianos pelo tucano-chefe. É campo fértil para Kajuru, e só ele pode ganhar esses votos. Qualquer outro candidato a senador, não. Esse perfil é dele.

 

Se continuar perdendo tempo com bobagens, como a de se apresentar como o único vereador que fez uma obra física, o Centro de Diabetes, o que passa longe da realidade e não interessa a quase ninguém, Kajuru não chegará a lugar algum e ficará dependendo da sorte. Mas isso é muito pouco quando ele pode ter a certeza de que, assumindo com energia a verdadeira e firme oposição a Marconi, que aliás o eleitor já identifica nele, estará a um passo de uma cadeira no Senado.