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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

08 set

Estratégia clara para evitar desgastes e tentar diminuir a rejeição: desde que o horário eleitoral na televisão começou, Zé Eliton já exibiu 8 programas, mas Marconi não apareceu em nenhum

Desde que o horário eleitoral na televisão foi iniciado, no dia 31 de agosto, o governador Zé Eliton já exibiu oito programas, mas em nenhum apareceu o ex-governador Marconi Perillo – criador do Tempo Novo e principal fiador da candidatura do Zé.

 

Duas verdades justificam a ocultação de Marconi pela campanha tucana: 1) ele é o candidato majoritário que tem a maior rejeição, com pesquisas mostrando que entre um terço e metade dos goianos declaram não votar no seu nome de jeito nenhum e 2) a cada vez que ele é visto ao lado de Zé Eliton, o candidato tucano perde votos ao ser identificado como preposto, fantoche, vassalo a serviço do desejo de eternização no poder de Marconi.

 

Em 2016, Vanderlan Cardoso foi candidato da base governista a prefeito de Goiânia e passou a campanha, no 1º e no 2º turnos, escondendo o apoio de Marconi. Não adiantou: a campanha de Iris Rezende insistiu em vincular Vanderlan ao então governador e o resultado foi que, como se sabe, Iris venceu.

 

Esse é o dilema, agora, da estratégia de Zé Eliton. Por um lado, Marconi é tóxico para ele. Por outro, sozinho o Zé é um nada, um zé ninguém na televisão falando que nasceu na pobreza e venceu na vida, “qualidades” insuficientes para vencer uma eleição. Quando ele exalta as “conquistas” dos últimos 20 anos, a associação com Marconi é imediata e aí tudo vai por terra.

 

E aí: vamos ver ou não Marconi no programa eleitoral do Zé?