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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

09 set

Este blog afirmou que Zé Eliton é candidato sem brilho ou méritos para vencer e alguns leitores discordaram. Mas a dura verdade é essa: ele só está na disputa porque é o governador e nada mais

Em uma nota publicada há pouco, este blog avaliou que Zé Eliton é um candidato inapto para enfrentar uma eleição para governador do Estado porque “sem carisma, sem liderança, sem brilho e, o principal, sem méritos”.

 

Pelo menos dois leitores consideraram a colocação excessivamente agressiva e se manifestaram, via WhatsApp, argumentando que de fato o Zé (como foi batizado pelo seu marketing) não possui carisma ou liderança política, mas que, sim, como alguém que desenvolveu uma carreira de advogado bem sucedida, passou mais de sete anos como vice-governador e depois ascendeu à titularidade do cargo, tem, sim, “brilho e méritos”.

 

Agradeço a oportunidade para esclarecer a afirmação do blog. Zé tem brilho e méritos como advogado e até como vice-governador, papel que exerceu com correção, mas a partir da sua posse na governadoria apagou-se, submeteu-se ao papel de mero continuador de Marconi Perillo, não desenvolveu uma única ação digna de destaque (Alcides Rodrigues, em 2006, logo que assumiu lançou um plano de segurança que teve grande repercussão e deu brilho a ele) e ainda cometeu o erro de se arvorar em estadista preocupado em fazer o bem às pessoas e em desenvolver uma suposta “agenda da modernidade” – quando o seu primeiro ato, o mais simbólico de todos, foi nomear um cunhado de Marconi para o Tribunal de Contas dos Municípios.

 

Se foi um bom vice, tornou-se titular do cargo perdendo a personalidade e negando-se a mostrar independência depois que manteve a mesma envelhecida e desgastada equipe de vacas sagradas, digo, de auxiliares de Marconi. A falta de brilho, portanto, diz respeito ao seu desempenho pífio como governador, tanto que a sua gestão é considerada regular, ruim e péssima por uma média de 70% dos goianos, segundo as pesquisas.

 

Já a ausência de méritos diz respeito às qualidades exigidas de um candidato minimamente viável. Zé não entusiasmou a poderosa e ampla base comandada pelo PSDB porque foi imposto, sem se preocupar com qualquer legitimação política. Cinco partidos de expressão deixaram o conglomerado e se mudaram para a oposição. Zé tornou-se candidato goela abaixo dos tucanos apenas em razão de ser o governador. Não o fora, jamais seria. É por isso que afirmou-se aqui que não tem méritos, o que piora quando é comparado com o seu principal adversário, Ronaldo Caiado, que é um gigante não só da política estadual, como da nacional também.