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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

09 set

Horário eleitoral não tem força para influir na eleição e apenas reproduz o que já está na sociedade (vitória de Caiado), é a conclusão que salta da pesquisa Serpes/O Popular deste domingo

Zé Eliton e Daniel Vilela perderam a aposta que fizeram na força do horário eleitoral no rádio e na televisão como fator capaz de mudar a tendência de vitória de Ronaldo Caiado na eleição deste ano.

 

A pesquisa Serpes/O Popular foi a campo de 3 a 7 de setembro e, portanto, captou os efeitos de quatro dias de campanha eletrônica, quando foram veiculados oito programas de cada candidato, sem falar nas pílulas esparramadas pela programação diária, das 5 da manhã às 24 horas.

 

Zé tem o maior tempo. Em seguida, vem Daniel. Ambos continuam estagnados, empatados tecnicamente no 2º lugar, na faixa de 10% dos votos. Caiado, que conta com apenas 1min20seg, cresceu na pesquisa, chegando a 42,3% das intenções de votos ou 62,11% de votos nominais válidos, suficientes para uma vitória com margem folgada no 1º turno.

 

O horário eleitoral não passou de ilusão para o tucano e o emedebista. A audiência é baixa, os programas são curtos e excessivamente fragmentados, o desinteresse é grande. Além disso, nem Zé nem Daniel são líderes tão excepcionais ou têm propostas tão espetaculares a tal ponto que as suas aparições na telinha possam se transformar em acréscimos nas pesquisas. Caiado, o candidato escolhido pela sociedade, é quem está faturando algum crescimento.