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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

15 dez

Urnas mostraram para a Assembleia que o caminho é renovação, moralização e responsabilidade – o contrário do que a Casa fez nos últimos anos, continua fazendo, mas não pode mais insistir em fazer

O caminho seguido pela Assembleia Legislativa, nos últimos anos, precisa ser mudado, para acompanhar os novos tempos da política no Brasil e principalmente ser coerente com a mensagem embutida no resultado das últimas eleições.

 

Não dá mais para continuar com emendas jabutis, tramitação oculta ou a toque de caixa de matérias importantes, funcionários fantasmas, festival de viagens internacionais e outras práticas que sujaram a ficha do Poder e ainda são utilizadas – vide o exemplo, há poucos dias, da licença prêmio para os juízes, aprovada mediante inserção quase que secreta de uma emenda em projeto de lei que nada tinha a ver com o assunto.

 

O acordo sinalizado para a sustentação da candidatura do deputado Álvaro Guimarães a próximo presidente do Legislativo também vai na contramão do que a sociedade espera. A manutenção de um número excessivo de diretorias, para abrigar ex-deputados, não faz o menor sentido e isso tanto é verdade que um grupo expressivo de parlamentares já se posicionou publicamente contra o prolongamento dessa situação, defendendo a tese, correta, de que é preciso “zerar” a Assembleia a partir do ano que vem, eliminando os feudos e privilégios enquistados dentro da sua estrutura.

 

Candidato detentor da preferência do governador eleito Ronaldo Caiado, que venceu apregoando um processo de mudança em Goiás, Álvaro Guimarães precisa mostrar consciência de que compreende o seu papel histórico, corresponder às expectativas em torno do seu nome e fugir da repetição de comportamentos nocivos que foram a tônica do Parlamento goiano nos últimos anos.

 

O problema é que, até agora, Álvaro não disse nada.