Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

11 fev

Tragédia no CT do Flamengo, no Rio, deveria servir de aviso para a eliminação das salas modulares em escolas de Goiás, que também funcionam em contêineres sem sequer um extintor de incêndio

Algumas das escolas da rede estadual – e também algumas municipais de Goiânia – estão funcionando com as chamadas salas modulares, ou seja, espaços de aula improvisados em contêineres, que são revestidos de material inflamável e não possuem equipamentos antifogo e nem mesmo extintores de incêndio(foto acima). São mais de 50 salas, espalhadas pelo Estado, dotadas de paredes termoacústicas, três aparelhos de ar condicionado cada e uma área de 45 metros quadrados, apta a receber até 40 alunos. Elas foram compradas e instaladas pela então secretária estadual de Educação Raquel Teixeira, debaixo de uma saraivada de críticas – que as batizaram de “escolas de lata”.

 

As salas modulares das escolas goianas são iguais às que, no Centro de Treinamento Ninho do Urubu, do Flamengo, pegaram fogo e mataram 10 pessoas, em uma das maiores tragédias dos últimos tempos no Rio de Janeiro. Bastou um curto circuito, uma fagulha, e as chamas se propagaram, destruindo rapidamente os contêineres e provocando a morte de quem estava lá dentro. Em Goiás, uma professora foi eletrocutada ao abrir a porta de uma dessas salas, em um colégio de Águas Lindas, no Entorno de Brasília. Não morreu, mas traz sequelas até hoje, com a mobilidade do braço comprometida.

 

O aviso, que vem do Rio, está dado. Compete à Seduce e à Prefeitura de Goiânia não ignorá-lo.