Agro copia métodos da esquerda, que não funcionaram
O agro – essa entidade que ninguém sabe definir com exatidão o que é, ao envolver desde pequenos, médios e mega produtores de alimentos – copia em Goiás os métodos da esquerda que nunca funcionaram quando se tratou de defender direitos e vantagens absurdas cortadas ao longo dos anos pelos sucessivos governos estaduais, passando por Iris Rezende, Marconi Perillo e Ronaldo Caiado.
Outdoors mostrando os nomes de deputados que votaram a favor da taxação de parte da produção agropecuária ou carros de som próximos à Assembleia ou a residências dos parlamentares, como elemento de pressão, sempre foram um recurso dos sindicatos e partidos radicaloides para protestar contra a quebra dos benefícios corporativos dos seus representados.
Não há exemplo para comprovar que, um dia, deu certo. E não está dando, agora. Para piorar, a causa não é, digamos assim, popular. Há pesquisas mostrando que a visão que a população tem do agro é a de um grupo de fazendeiros nababos ganhando dinheiro com o preço elevado dos alimentos. Um impostozinho, para redirecionar alguma coisa dos lucros do setor a favor do povo, é muito bem-visto.
O agro mostrou pouca imaginação e deu demonstração de fraqueza ao tentar derrubar, ao que tudo indica, sem sucesso, como se prevê para a votação desta terça na Assembleia, a nova contribuição que será obrigado a pagar. O governo do Estado deu um show de comunicação e levou a melhor.