Por que Zé Mário Schreiner é a solução perfeita para a vice de Daniel Vilela

Digam o que quiserem dizer, mas ninguém pode negar a certeza mais do que absoluta de que o ex-deputado federal e presidente licenciado da Federação da Agricultura do Estado de Goiás Zé Mário Schreiner é a solução perfeita para compor como vice o projeto de reeleição do governador Daniel Vilela. Trata-se de um cálculo político poucas vezes disponível antes em Goiás: Zé Mário tem biografia recheada, ficha limpa, peso partidário e penetração nos municípios, representatividade classista como maior liderança do agro estadual, seriedade pessoal e responsabilidade indiscutíveis, habilidade como articulador e equilíbrio para falar e formular ideias e teses. É uma figura rara no palco do poder regional, pelas suas abundantes qualidades, digamos assim, institucionais, acrescentando, para finalizar, um toque essencial de maturidade e experiência para a juventude de Daniel Vilela.
Mas, na política, as coisas não se decidem exclusivamente pelo mérito. Existe uma miríade de conveniências a considerar. A principal delas é que a escolha do companheiro de chapa de Daniel Vilela compete ao ex-governador Ronaldo Caiado e a mais ninguém. É uma prerrogativa que Caiado adquiriu por uma espécie de direito natural e ponto final, não se discute. É ele quem indicará, de uma forma soberana. E não se fará a menor objeção. Caiado é considerado como um estrategista altamente pragmático. Contra a opinião do grupo palaciano, em 2022, buscou seu adversário da eleição anterior Daniel Vilela para a sua vice, um movimento que, naquele instante, transformou imediatamente o filho e herdeiro de Maguito Vilela em seu sucessor e se deu muito bem, tanto que Daniel Vilela é o candidato que lidera as pesquisas de credibilidade, no 1º lugar isolado, com chances de vencer no 1º turno em outubro vindouro.
É de se perguntar: alguém com um raciocínio tão objetivo e voltado para assegurar por antecipação ganhos políticos e encaminhar vitórias, como Caiado, um estilo já testado e retestado com sucesso, mudaria os parâmetros das suas decisões e optaria por um vice sem densidade de votos e vazio em conteúdo eleitoral para fechar a chapa de Daniel Vilela, criando riscos onde simplesmente não os há? Caiado definiria, por exemplo, um vice como o ex-secretário geral da Governadoria, Adriano Rocha Lima, na prática um peso para o candidato principal, sem nada a acrescentar além da confiança direta e integral do ex-governador, que Daniel já tem? Quem sabe. Porém, que surpresa! diante dos antecedentes e dos paradigmas que regem o processo decisório de Caiado. Ele mede os resultados e se posiciona no tabuleiro para colocá-los ao alcance das mãos.
Sim, Daniel Vilela está no topo das pesquisas e não é exagero dizer que, com folga. Mas uma regra tradicional da política reza que não se brinca com eleições e que nenhuma delas está vencida por antecedência. Um vice sem expressão traria hoje o único escorregão capaz de afetar de alguma forma essa superioridade e é por isso que as expectativas se voltam para Zé Mário Schreiner. Sua contribuição salta aos olhos. Os demais interessados passam longe. Até daqui a uma semana, quando ocorrerá a convenção que oficializará Daniel Vilela, a resolução de Caiado estará tomada. O bom senso, hoje, aponta para a saída que mais agrega e mais fortalece a base governista para outubro próximo e – atenção – para 2030, quando Daniel Vilela não poderá tentar mais uma reeleição e o seu sucessor mais provável será o seu vice.