Vanderlan já era: uma vaga no Senado é de Gracinha e a outra está entre Gayer e Zacharias Calil
Avaliada pela imprensa e pelos próprios políticos de forma equivocada (o que será explicado nos próximos parágrafos), a disputa pelas 2 vagas no Senado disponíveis para Goiás não é difícil de ser definida: na verdade, a 1ª vaga será da ex-primeira-dama Gracinha Caiado (UNIÃO), que nunca deixou de liderar todas as pesquisas (curiosamente, nem as fraudulentas ousaram mexer no 1º lugar de Gracinha), enquanto a 2ª ficará ou com Gustavo Gayer (PL) ou com Zacharias Calil (MDB), ambos hoje deputados federais. Essa é a tendência das eleições senatoriais. E provavelmente não vai mudar diante da ausência de variáveis para revolucionar esse cenário.

Gracinha senadora é assunto liquidado. Prudentemente, ela repete todo dia: só as urnas de 4 de outubro é que decidirão, por isso continuará trabalhando duro atrás dos votos necessários. Age corretamente, óbvio. Evita a pecha do “salto alto” e revela humildade, investindo em uma campanha intensamente mobilizatória, desde sempre destinada ao sucesso. Portanto, a 1ª vaga, pelo prognóstico de todas as pesquisas, é dela.

Sobra a 2ª vaga. Em princípio, irá para Gustavo Gayer, com o apoio maciço do eleitorado bolsonarista estadual, em uma espécie de compensação por abandonar de Wilder Morais – um oportunista e não um bolsonarista. Sim, os últimos levantamentos de credibilidade comprovaram que o público apaixonado pelo Jair encarcerado, em Goiás, prefere majoritariamente reeleger o governador Daniel Vilela. Não à toa, os índices de Gayer vêm crescendo. Mas, atenção: Zacharias Calil está colado, em empate técnico. Zacharias também é bolsonarista fiel, diferindo do seu concorrente apenas no quesito pirotecnia. Ele não faz. É um homem sério.

Ah, alguém dirá, Vanderlan Cardoso (PSD) também está nesse empate técnico pela 2ª vaga no Senado. Verdade. Mesmo assim, a evolução da campanha vai aos poucos mostrando que Vanderlan vai perder mais uma eleição. Perdeu 2 para o governo, 2 para a prefeitura de Goiânia e só ganhou uma, a que o escalou como o senador que é, porém, sem noção do papel institucional que cabe ao detentor de um mandato de tamanha importância. Quando o próprio Vanderlan lembra que é senador, ele desperta na cabeça das eleitoras e dos eleitores um questionamento: e o que ele fez no Senado, por 8 anos?
Nada. Vanderlan gastou o seu tempo e poder arranjando emendas orçamentárias para entregar máquinas pesadas para os municípios, coisa que não se comunica com a maioria das classes sociais. Pior: ele o fez na expectativa de apoio futuro dos prefeitos beneficiados, em uma estratégia inepta para atrair votos e apoio popular. No Senado, Vanderlan comportou-se no máximo como um bom deputado federal quando deveria ter sido, de fato, um senador comprometido com Goiás e com o Brasil e assim justificar a reeleição a que se propôs para a mais alta Câmara Legislativa do país.
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Por que Zacharias Calil é uma alternativa poderosa para a 2ª vaga? Primeiro, porque ele já tem o perfil senatorial, dada a sua imagem benfazeja de médico humanitário transformado em parlamentar federal. Depois, em razão da sua liderança política ter se constituído sem bases tradicionais e, sim, a partir da sua visão amadurecida sobre o que é melhor para Goiás e o Brasil – o que é apropriado a um senador. Por último, é de fato um integrante fiel da poderosa base governista, ao contrário do interesseiro e sinuoso Vanderlan (cuja mulher, Izaura Cardoso, assume o Senado caso Wilder Morais seja eleito governador), por isso candidato nato a absorver o efeito de arrasto da concentração de votos em Gracinha Caiado (e foi por isso que Gustavo Gayer tentou de todas as formas um acordo do PL para apoiar a chapa de Daniel Vilela e ocupar a posição que hoje é de Zacharias Calil).

E o ex-prefeito de Aparecida Gustavo Mendanha, onde ele se situa em tudo isso? Nowhere, para usar uma palavra do inglês que não tem correspondente univocabular na língua portuguesa. Significa: em nenhuma parte. Mendanha, com caixa para deputado federal, o que já seria muito, inventou uma candidatura ao Senado sem fundamento, absolutamente incapaz de atrair votos por falta de altura para um mandato tão elevado. Tanto que, nas pesquisas, amarga a última colocação dentre os postulantes teoricamente viáveis. No mais, ele é uma espécie de Vanderlan por também não despertar confiabilidade ao se mover com base exclusiva em objetivos pessoais e se movimentar desde já preparando o bote futuro. Finalizando: quanto às 2 cadeiras senatoriais, Gracinha Caiado está eleita e a 2ª vaga segue entre Gustavo Gayer e Zacharias Calil. Anotem e confiram na noite de 4 de outubro.