Desafio que Zé Eliton precisa superar para crescer nas pesquisas é se libertar de Marconi, que o eleitorado vê como alguém que quer continuar mandando através de preposto e é sedento de poder
O candidato da coligação liderada pelo PSDB Zé Eliton não vai deslanchar nas pesquisas se não conseguir resolver o principal desafio da sua campanha: libertar-se de Marconi Perillo e provar que pode ser um governante com autonomia e independência e não um pau mandado a serviço do continuísmo do mesmo dos últimos 20 anos.
Preste atenção, leitor: nos seus programas de televisão, Zé aparece com falas equilibradas, procurando se mostrar como uma pessoa simples, gente como a gente, o que é positivo, mas aí começa a relembrar o que foi feito em Goiás nos últimos 20 anos e traz a lembrança irresistível de que há alguém muito poderoso por trás dele, ansioso por se prolongar controle do governo e se perpetuar como o verdadeiro dono do poder em Goiás. Alguém que não quer entregar o osso.
Isso derruba o Zé. Marconi jamais concordará com essa visão, mas ele é o que de mais negativo um candidato a governador poderia ter na eleição deste ano. Não à toa, o tucano-chefe é campeão de rejeição para o Senado. Zé não era o mais rejeitado para governador, mas, iniciada a campanha, quando foi intensificada a sua presença ao lado de Marconi, subiu também para o pódio como mais rejeitado.
Isso não é simples coincidência.