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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

13 maio

Busca a qualquer preço pelo apoio do maior número possível de prefeitos levou Marconi-Eliton a pulverizar a capacidade de investimento do Estado em obras sem importância como o recapeamento de asfalto urbano

Nos últimos meses, Marconi Perillo e Zé Eliton buscaram conquistar e motivar o maior número possível de prefeitos, possivelmente enxergando nessa estratégia um caminho para a vitória na próxima eleição.

 

Como consequência, a capacidade de investimento do Estado foi esvaziada através da fragmentação de preciosos recursos em obras sem retorno econômico e interesse muito restrito. O exemplo maior é a prioridade absoluta que foi dada para a recuperação de asfalto urbano em dezenas e dezenas de cidades, o tipo de obra que agrada a qualquer prefeito.

 

Bom para quem mora nas ruas beneficiadas, mas péssimo para a sociedade como um todo, pela falta de retorno.

 

O preço a pagar é alto. Mais de um bilhão de reais foi espargido pelos municípios sem contribuir para a geração de um ambiente de crescimento da economia, que, em última análise, é o que provoca avanços para a população.

 

Micro-obras nos municípios deveriam ser custeadas pelos cofres das suas respectivas prefeituras – em geral, no caso de Goiás, falidas e mal administradas. Quando o Estado assume essa responsabilidade, todos perdemos.