Paraná Pesquisas: chance de vencer no 1º turno é real para Daniel Vilela

O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas divulgado na semana passada comprovou, com números, que o candidato da base governista Daniel Vilela (MDB) tem chances reais de vencer as eleições para o Palácio das Esmeraldas logo no 1º turno. Em um dos 3 cenários levantados pelo instituto, aliás o mais provável, Daniel chega a 53,5% dos votos válidos, enquanto a soma dos adversários Marconi Perillo (PSDB), Wilder Morais (PL) e um nome da esquerda sem potencial (no caso, o ex-deputado Luis Cezar Bueno) não passa de 46,6% dos votos válidos.
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Pela Paraná Pesquisas, somente se a deputada federal Adriana Accorsi entrar na disputa, representando o PT, é que haveria 2º turno, mesmo assim por uma pequena margem de votos. Porém, o que se sabe é que ela será mesmo candidata a mais um mandato na Câmara, assim como os 2 outros nomes petistas que dispõem de repercussão eleitoral – o também deputado federal Rubens Otoni e o ex-reitor da UFG e vereador por Goiânia Edward Madureira, dentro da estratégia nacional do PT de formar uma bancada federal numerosa para garantir acesso a fatias maiores dos fundos partidário e eleitoral. As perspectivas, portanto, são francamente favoráveis a Daniel Vilela e confirmam o seu reconhecido favoritismo.

Segundo o Paraná Pesquisas, no cenário que atribui a Daniel Vilela a vitória no 1º turno, Marconi Perillo aparece em 2º lugar com 26,9% das intenções de voto, um índice cuja manutenção e menos ainda ampliação parecem improváveis em razão da sua robusta taxa de rejeição, que beira os 40% conforme a mesma pesquisa. Envolvido em um novo escândalo, no caso o do Banco Master, que pagou ao ex-governador R$ 14,6 milhões pela “prestação de serviços de consultoria”, o tucano tem, sim, um forte recall entre o eleitorado, tanto positivo quanto negativo, prevendo-se que a parte ruim tenderá a prevalecer na medida em que a campanha avançar.

Outra aposta é que Marconi terminará suplantado, no 2º lugar, por Wilder Morais, hoje na 3ª posição na faixa de 11,5%, considerada aquém do potencial do público bolsonarista radical em Goiás, calculado em 20%. Até a data das urnas, imagina-se que o senador e milionário diletante terá fôlego para atrair esses sufrágios e expressar essa margem considerada natural para a extrema direita estadual. Limitado, no entanto, a esse teto e sem discurso, sem alianças partidárias e sem apoios significativos para fazer a ultrapassagem e ameaçar Daniel Vilela. De qualquer forma, antevê-se que Marconi e Wilder se engalfinharão pelo 2º lugar, de olho na hipótese de um 2º turno com o filho e herdeiro político de Maguito Vilela.
Estamos a 170 dias da votação de outubro. Muita coisa pode mudar. E pesquisas formam um retrato da opinião dos entrevistados no momento em que os pesquisadores vão a campo. Na prática, é inegável que elas revelam prognósticos e expõem direcionamentos para o resultado em cima dos quais trabalham cientificamente. O que leva à conclusão, por ora, de que a situação é favorável a Daniel Vilela, em um instante que a campanha apenas começa a se desenhar, longe de um debate mais aprofundado e de captar o pleno interesse da população.