Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

19 maio

Aplicativo de táxi? Se for isso que o governo tem para mostrar que está inovando, então estamos avançando sem parar… para trás. Táxi é transporte analógico e ultrapassado no mundo digital do Uber

Com o seu tradicional estardalhaço, o governo do Estado “lançou” mais um projeto supostamente de impacto: um aplicativo para que os servidores públicos chamem táxis para se locomover e, segundo a propaganda oficial, proporcionar uma economia de R$ 20 milhões anuais para os cofres públicos (que não foi demonstrada, resumindo-se a uma declaração de intenção).

 

Isso está longe de ser “inovação”. Inovação é o Uber, que abriu caminho para o transporte individual urbano com uso de celular, recursos online e oferece corridas pela metade do preço, com muito mais eficiência entre origem e destino que qualquer velho e superado táxi – em grande parte pilotados por motoristas em condições precárias de trabalho.

 

A ideia foi copiada do governo federal, onde deu chabu: o Tribunal de Contas da União suspendeu a iniciativa sob a alegação de que foram contratados apenas táxis, sem levar em consideração serviços mais baratos, como, no caso de Brasília, o Uber e o Cabify.

 

Em Goiânia, temos Uber e 99. Será que eles foram considerados na contratação dos táxis para o governo?