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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

14 jun

Enquanto Zé Eliton tenta vender imagem de “bom administrador” para crescer nas pesquisas, Daniel Vilela diz que ele foi um “fracasso” na Celg, Secretaria de Segurança e Secretaria de Desenvolvimento

Em baixa nas pesquisas, apontado pelos institutos Serpes e Diagnóstico em 3º lugar ou patinando em um empate técnico com Zé Eliton, o deputado federal Daniel Vilela tenta crescer no debate atirando as mais pesadas críticas disparadas até agora contra o governador.

 

Segundo Daniel, entrevistado semana por um canal de televisão, Zé Eliton ocupou três cargos nos governos Marconi Perillo e “fracassou nos três”. Assumiu a Celg para promover a recuperação da empresa, que acabou sendo vendida depois que o governo do Estado perdoou ICMS atrasado e assumiu as suas dívidas. Assumiu a Secretaria de Desenvolvimento e entregou a pasta com o Estado em queda nos índices de inovação e de competitividade (neste último caiu do 10 para o 13º lugar). E passou pela Secretaria de Segurança, onde foi baleado e assistiu impassível à explosão dos índices de violência em Goiás.

 

Sobre esse último item, o emedebista foi especialmente cruel: “Zé Eliton foi secretário de Segurança e deixou o cargo pelas portas do fundos. Na sua gestão só fez pirotecnia, abraçando policial na chuva para fazer foto, como se aquilo fosse resolver. O resultado é que Goiás agora está entre os oito Estados mais violentos do país e registra quatro vezes mais homicídios que São Paulo, proporcionalmente”.

 

Os torpedos de Daniel Vilela atingem o centro da estratégia do atual governador, que é candidato, mas não faz campanha, jogando todas as fichas no esforço para firmar uma imagem de grande administrador e disso tirar ganhos eleitorais.