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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

14 jul

Base governista quebrou a cara ao esperar que Zé Eliton subisse nas pesquisas como decorrência do cargo de governador, que ele ocupa já há 3 meses, sem reflexo nenhum dos seus índices de intenções de voto

A pesquisa Ibope/Adial confirma a tese que este blog sempre defendeu: o mero rame-rame do dia a dia do governo, a que Zé Eliton se dedicou desde que assumiu, em 7 abril, anunciando pomposamente que a política ficaria para depois, pode até dar alguma vitrine, mas não rende pontos nas pesquisas. Audiências, reuniões, eventos, inaugurações no interior – nada disso  posiciona bem uma candidatura a governador.

 

Dentro da base governista, o bordão sempre foi o de que Zé Eliton não estava liderando as pesquisas porque ainda não seria conhecido. Esse argumento é inválido. Do ponto de vista lógico. Ser conhecido não implica necessariamente em preferência do eleitor.

 

É duplamente inválido, de resto, porque a premissa é falsa: Zé Eliton é, sim, muito conhecido. Ele está há sete anos e meio no governo. Sete anos como vice-governador e mais de três meses como governador efetivo. E nunca foi um vice decorativo. Ao contrário, sempre atuou intensamente no governo. Foi presidente da Celg, várias vezes secretário de Estado, chefiou muitas missões ao exterior, coordenou a distribuição dos recursos da venda da Celg, inaugurou obras a granel e distribuiu milhares de benefícios e até dinheiro vivo a prefeitos. Sempre esteve na mídia.

 

Quando os correligionários de Zé Eliton insistiam no argumento de que ele pontuaria nas pesquisas quando se tornasse conhecido, estavam apenas revelando com isso que são pessoas que perderam a confiança na política, que acreditam em truques de marquetagem e em bossas publicitárias. E agora o levantamento Ibope/Adial está aí mostrando a dura realidade: nada aconteceu. O governador segue empatado com Daniel Vilela, longe de Ronaldo Caiado, no 1º lugar. Em seus três meses como governador, Zé Eliton recusou-se a fazer política e empenhou-se em governar. Perdeu tempo e coisa alguma mudou. Errou.(Com a colaboração de Helvécio Cardoso)