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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

09 set

Base governista e Marconi cometeram erro fatal ao escolher Zé Eliton, é o que evidencia a pesquisa Serpes/O Popular: ele é um candidato sem carisma, sem liderança, sem brilho e, o principal, sem méritos

O equívoco fatal que a base governista e o tucano-chefe Marconi Perillo cometeram ao escolher Zé Eliton para representar o Tempo Novo na eleição vai custar caro – ou seja, o fim dos 20 anos de poder do grupo liderado pelo PSDB. Até mesmo Marconi, que está embolado com mais três candidatos nas pesquisas para o Senado, corre o risco de ser atingido e, caso seja derrotado, enfrentar um processo de aniquilação tanto pessoal quanto do seu grupo político.

 

A pesquisa Serpes/O Popular deste domingo, a mais importante desta eleição, pelo momento estratégico em que foi feita, indica que o Zé – criação ficcional de campanha – não cresceu um mísero ponto que seja. Não adiantaram os apregoados 200 prefeitos que estariam com ele, o fato de ter assumido o governo há cinco meses, o maior tempo no horário eleitoral ou o poderio da máquina governista: Zé atolou na faixa dos 10% das intenções de votos, onde está desde o início do ano, e daí não conseguiu sair, conforme o levantamento do Serpes, a 28 dias da eleição.

 

Candidato ruim de voto é assim mesmo. Mas fazer o quê? Na última hora, é impossível para qualquer Zé adquirir carisma, transformar-se em um líder, exibir brilho individual capaz de impressionar positivamente o eleitor e, sobretudo, provar que tem méritos para continuar governando Goiás por mais quatro anos, mesmo com as pesquisas que a sua gestão é reprovada pela maioria. O Zé, infelizmente para a base governista, é só um Zé fabricado que caiu no lugar errado.