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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

25 set

Militância tucana conclui que Zé Eliton não nasceu para a política, esfria com a campanha ao governo e joga todas as suas forças na tentativa de salvar Marconi do naufrágio iminente

Não há como disfarçar: um clima de desânimo tomou conta da campanha de Zé Eliton, que não reage nas pesquisas e não consegue mostrar a mínima viabilidade eleitoral, já na reta final para o dia da eleição. Desde a publicação do Ibope/TV Anhanguera, revelando uma disparada de Ronaldo Caiado, com 47% das intenções de voto, que o moral das tropas governistas baixou.

 

Um militante apaixonado – mas que recebe para participar da campanha – disse a este blog que não adianta insistir com um candidato que “não nasceu para a política”. Essa, digamos assim, é uma opinião que reflete a média do que está na cabeça da maioria dos envolvidos com a candidatura do Zé – ele não é do ramo.

 

Ainda que discretamente, o exército tucano, que segue respeitável na sua capacidade de trabalho e no seu tamanho, inclina-se para um esforço de salvação da candidatura de Marconi Perillo ao Senado, hoje ameaçada pela arrancada de Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso, conforme mostraram as últimas pesquisas.

 

É uma questão de realismo. Na manhã desta terça-feira, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, a juventude do PSDB – o segmento mais aguerrido do partido – promove um evento de mobilização, mas… só com Marconi. Zé já era.