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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

28 set

Está claro: se não fosse o período pré-eleição, em que candidatos não podem ser presos, Marconi teria sido recolhido pela Polícia Federal na manhã desta sexta

A legislação eleitoral salvou o ex-governador e candidato ao Senado Marconi Perillo da prisão, na manhã desta sexta-feira.

 

Por conta de uma operação batizada de Cash Delivery, a Polícia Federal saiu a campo para prender suspeitos e realizar buscas e apreensões para apurar o pagamento de R$ 12 milhões em propinas a Marconi, em 2010 e 2014, através de entregas de dinheiro vivo ao presidente da Agetop Jayme Rincón, que foi tesoureiro da campanha do PSDB em Goiás tanto em 2010 quanto em 2014, anos em que os repasses foram feitos.

 

Em nota divulgada agora há pouco, o Ministério Público Federal não escolheu palavras: disse que Marconi só não teve um pedido de prisão contra ele porque a legislação eleitoral veda a medida desde 15 dias antes da data da eleição até dois dias depois.