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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

28 set

Marconi não pode ser preso daqui até 2 dias depois da eleição, mas… e depois? Fundamentos da Operação Cash Delivery, que o tem como alvo principal, permanecem e ele pode ser chamado a responder

O Ministério Público Eleitoral deixou claro, em nota oficial sobre a Operação Cash Delivery, deflagrada nesta sexta-feira, que o ex-governador e postulante ao Senado Marconi Perillo não foi objeto de pedido de prisão porque, na condição de candidato, não sofrer a medida no período de 15 dias antes até dois dias depois da data da eleição.

 

A pergunta que salta é a seguinte: e depois desse prazo, Marconi ainda pode ser preso? Ganhando ou perdendo a eleição, ele pode amanhecer com uma equipe da Polícia Federal batendo à sua porta?

 

Infelizmente, a resposta não é boa para o ex-governador tucano. Os fundamentos da Operação Cash Delivery seguem ativos e, para que as investigações sejam bem sucedidas, pode ser que o Ministério Público Federal e a Justiça Federal entendam que Marconi tem de ser retirado de circulação, para não atrapalhar o andamento do inquérito. Por isso, um pedido de prisão temporária tem possibilidade de ser apresentado, tão longo vença o prazo de vedação legal de dois dias após a data do pleito. É esperar para ver.