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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

29 set

Todos os argumentos de Marconi contra a Operação Cash Delivery ofendem a inteligência do eleitor goiano e só pioram a sua situação na disputa pelo Senado, que já estava difícil antes

Os argumentos que o ex-governador Marconi Perillo vem usando para se defender da Operação Cash Delivery são ofensivos para a inteligência do eleitor goiano e só pioram a sua situação, que já era difícil, na disputa pelas duas vagas ao Senado.

 

Marconi não negou o recebimento das propinas da Odebrecht. Não comentou as 21 entregas de malas e mochilas com mais de R$ 10 milhões, no total, no apartamento de Jayme Rincón em São Paulo e em hotéis, a prepostos seus. Não explicou o que o seu homem de confiança, tesoureiro das suas campanhas em 2010 e 2014, fazia com R$ 1 milhão de reais em dinheiro vivo na casa do seu motorista.

 

Tudo, para o ex-governador, não passa de uma armação eleitoreira do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, órgãos da maior credibilidade no Brasil de hoje, para impedir a sua eleição para o Senado. Isso desrespeita o bom o senso e trata os goianos como se fossem crianças. Essa desculpa esfarrapada é a mesma a que recorrem que todos os políticos corruptos, quando flagrados. Não pega bem. É necessária uma justificativa mais racional e lógica. Que respeite os goianos que sempre votaram e elegeram Marconi para sucessivos cargos de governador e senador.