Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

30 set

Delegada da Operação Cash Delivery comunica ao juiz do caso que apreensão de R$ 1 milhão na casa do motorista de Jayme Rincón muda o rumo das investigações e prova que a “quadrilha” continua ativa

Mau sinal para Zé Eliton, Marconi Perillo, Jayme Rincón e demais envolvidos na Operação Cash Delivery, que apurava originalmente o repasse de propinas para as campanhas do PSDB em Goiás, em 2010 e 2014: após esbarrar em caixas com R$ 1 milhão em dinheiro vivo na casa do motorista e preposta de Rincón, a Cash Delivery vai acrescentar novos rumos à investigação.

 

“A grande quantidade de dinheiro em espécie apreendida por si só indica que o grupo investigado encontra-se atuante e em plena atividade delitiva”, escreveu, em comunicado dirigido ao juiz federal que atua no caso, a delegada da Polícia Federal Marcela Rodrigues, encarregada do inquérito.

 

A delegada manifestou-se contra a soltura de Jayme Rincon, seu filho Rodrigo e demais investigados. Marcela Rodrigues ainda não se pronunciou sobre a extensão da prisão provisória imposta a eles, que pode ser estendida de 5 para 10 dias e depois até convertida em preventiva.

 

Para quem entende do riscado, isto é, de investigações tocadas pela Polícia Federal, o despacho da delegada Marcela Rodrigues sinaliza que Marconi Perillo pode ser preso, se for considerado capaz de atrapalhar a coleta de provas e testemunhos, a partir de 2 dias após a data da eleição, prazo em que, segundo a legislação eleitoral, candidatos não podem ser privados de liberdade. “O grupo investigado continua atuante e em plena atividade delitiva”.