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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

30 set

Pesquisa Serpes deste domingo, péssima para Zé Eliton, Marconi e Lúcia Vânia, não captou os efeitos da Operação Cash Delivery, mas a do Grupom, que sai terça no Diário da Manhã, vai mostrar a repercussão

O próprio jornal O Popular fez questão de ressaltar, três vezes, nas matérias deste domingo que tratam da última rodada da pesquisa do instituto Serpes: o levantamento, realizado de 24 a 28 de setembro, não captou os efeitos da Operação Cash Delivery – que atingiu em cheio a campanha do PSDB e investiga propinas repassadas ao ex-governador Marconi Perillo pela Odebrecht. Na manhã da sexta, 28, equipes da Polícia Federal vasculharam endereços de Marconi e prenderam o presidente licenciado da Agetop, Jayme Rincón, apreendendo quase R$ 1 milhão de reais em dinheiro vivo na casa do seu motorista.

 

Há desdobramentos para a candidatura de Zé Eliton, também, porque Rincón é seu coordenador-geral de campanha. Lúcia Vânia não tem nada a ver com o rolo, mas, politicamente, por estar na mesma chapa, não deixa de ser atingida.

 

Se o Serpes não teve tempo para colher os reflexos dos fatos policiais de sexta, com o instituto Grupom será diferente: sua pesquisa saiu a campo exatamente na data em que a Cash Delivery foi para as ruas e prosseguirá até segunda, 1º de outubro, em condições, assim, de fazer a publicação – no Diário da Manhã, como sempre acontece – já na terça, 9. É bom ressaltar que a credibilidade do Grupom é inquestionável, bem como o seu apuro técnico-científico. A sua pesquisa, assim, pode ser considerada desde já como a mais crucial da presente eleição.

 

A realidade nua e crua será apresentada a Zé, Marconi e Lúcia.