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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

30 set

Zé Eliton estagnado, Daniel em tendência de alta: empatados por 0,5 décimos de ponto de diferença, “vira-virou”, se houver, será com o emedebista passando e deslocando o tucano para o 3º lugar

Em pesquisas, leitor amigo, o mais importante não é o resultado de uma única, mas a tendência revelada por várias delas, principalmente quando são de um mesmo instituto de credibilidade.

 

É o que acontece com a comparação entre os seis levantamentos do Serpes, publicados desde meados do 1º semestre por O Popular. As linhas que unem umas à seguintes são claras, como se pode observar no gráfico acima, ao mostrar a trajetória de alta de Daniel Vilela, que tinha 6,2% em abril e a partir daí cresceu acima da margem de erro – que é de 3,5 pontos para cima ou para baixo – até chegar neste domingo a 10,1%.

 

Em contrapartida, Zé Eliton, que partiu com 6,7% também em abril, saltou para 10% em junho e daí para cá (em 4 pesquisas) permaneceu estagnado, aparecendo agora com praticamente o mesmo índice, 10,1%, de três meses atrás. Só cresceu no início, da primeira para a segunda pesquisa. Nas quatro posteriores, nada.

 

Ou seja, em um período em que Daniel somou 3,9 pontos aos seus números, Zé não saiu do lugar. A tendência do emedebista, assim, é de alta, enquanto o tucano segue atolado.

 

Mais grave: a pesquisa Serpes/O Popular não captou os efeitos da Operação Cash Delivery, em que o coordenador-geral da campanha do PSDB foi preso, na última sexta, com quase R$ 1 milhão de reais na casa do seu motorista.