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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

02 out

Chances de Marconi já estavam apertadas antes da Cash Delivery (Kajuru e Vanderlan haviam chegado ao empate com ele), mas depois a casa caiu e parece agora que ser eleito é exigir muito dos goianos

As chances do ex-governador Marconi Perillo se eleger para o Senado já estavam em redução progressiva antes do impacto da Operação Cash Delivery, que vasculhou seus endereços e prendeu o seu ex-tesoureiro de campanha Jayme Rincón, além de apreender quase R$ 1 milhão em dinheiro vivo.

 

Jorge Kajuru e Vanderlan Cardoso haviam chegado ao empate técnico com Marconi, por um ponto de diferença. A situação do ex-governador tucano, que já era dramática, portanto, só piorou com as equipes da Polícia Federal nas ruas na sexta-feira fatídica e agora parece irreversível, em estágio terminal, a caminho de uma derrota nas urnas do próximo domingo.

 

Segundo o Grupom, Marconi caiu para o 4º lugar na corrida pelas duas vagas senatoriais. E essa trajetória de queda não se interrompeu ainda, mesmo com a ensaiada tentativa de recorrer à militância e às entidades empresariais – insuficientes para promover a reação que seria necessária para impedir o veredito negativo do próximo domingo.

 

Marconi só teria alguma possibilidade de eleição se convencesse a sociedade – e não apenas seus seguidores apaixonados – de que é inocente. Para isso, o mínimo que seria dizer que Jayme Rincón fez o que fez por conta própria, sem nenhuma vinculação com ele. Mas, amigo leitor, você entende perfeitamente por quê o ex-governador não pode dar essa declaração e correr o risco de contrariar seu coordenador de duas campanhas e maior administrador das verbas do governo, como presidente da Agetop. Cargo do qual, aliás, não foi exonerado pelo governador Zé Eliton. Melindrar Jayme Rincón, agora, é suicídio.