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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

02 out

Zé vai virar objeto de estudo para a ciência política: 7 anos vice, 6 meses governador, 200 prefeitos, maior tempo de televisão, maior estrutura, mais tudo e no final um fiasco jamais visto antes no Brasil

A ciência política ainda vai ter a oportunidade de se debruçar sobre o extraordinário caso do governador Zé Eliton, que sairá das urnas do próximo domingo com uma das maiores derrotas da história das eleições brasileiras.

 

Zé só teve vantagens sobre seus adversários: 7 anos como vice, 6 meses governador, 200 prefeitos, maior tempo de televisão, maior estrutura, mais tudo… e de nada adiantou. Ele praticamente não cresceu um mísero pontinho nas pesquisas, desde que começou a campanha, permanecendo o tempo todo empatado com o primo pobre Daniel Vilela, que não contou com uma fração dos recursos à disposição do candidato tucano e hoje está na iminência de terminar em 2º lugar, à frente do Zé.

 

Poucas vezes se viu alguém tão ruim de voto quanto o Zé. Em sentido inverso, ele passará à história como o grande fenômeno desta eleição, em termos de país. Só mesmo a ciência política para explicar.