Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

16 out

O que Caiado vai fazer está claro nas suas falas: cortar, cortar, cortar. Reduzir os custos que o Estado impõe aos goianos e diminuir o tamanho da máquina. Está correto, porque foi eleito para isso

Muitas vezes, o que um político vai fazer está explícito exatamente no que ele fala – em seus discursos, declarações e entrevistas – e não oferece nenhuma dificuldade de interpretação. É o que ocorre com Ronaldo Caiado, que assume o governo em 1º de janeiro e desperta especulações sobre o que pretende como autoridade estadual número um.

 

Caiado vai cortar. Cortar e cortar mais. Primeiro, porque a sua formação ideológica é liberal em matéria de economia, acreditando pouco em intervencionismo do Estado. Segundo, porque foi eleito… para cortar. Ela nunca escondeu, durante a campanha, a proposta de recolocar Goiás nos trilhos da racionalidade administrativa, com a redução radical dos custos da máquina pública – e tem toda razão porque, hoje, o desperdício é a marca registrada do governo que resultou dos 20 anos de contínuo exercício do poder por Marconi Perillo, quase que uma aberração.

 

Ao visitar Jair Bolsonaro, no Rio, para anunciar engajamento na sua campanha, Caiado deu uma entrevista à saída e não poderia ser mais claro e objetivo sobre as suas intenções a partir do momento em que receber o cetro de governador: “Vou dar exemplo, com o corte substancial das despesas, a fim de não enfiar mais a mão no bolso do contribuinte sem contrapartida”. Quer mais claro que isso, leitor? Então vamos lá: “A população não aceita mais gastos abusivos com a administração pública. É necessário enxugar o custo do Estado”.

 

Enxugar o Estado. É isso que vem aí em Goiás. Finalmente.