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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

07 dez

Prisões de Jayme Rincón e Júlio Vaz mostram que a Operação Cash Delivery terá novas etapas, ainda mais com o Ministério Público Federal reafirmando que Marconi é o chefe da quadrilha

A Operação Confraria, desdobramento da Operação Cash Delivery, por sua vez derivada da Operação Lava Jato, vai inevitavelmente passar por novas etapas e complicar em muito a vida do ex-governador Marconi Perillo, que o Ministério Público Federal insiste em denominar como “chefe de uma organização criminosa que atua dentro do governo do Estado”(veja acima a petição do MPF, exibida pela TV Anhanguera).

 

Essa é a expectativa unânime entre advogados criminalistas e jornalistas especializados, que acompanham a investigação com uma certeza: se Marconi, considerado pelo MPF como o líder da quadrilha integrada por Jayme Rincón e Júlio Vaz, não foi preso novamente no caso da Operação Confraria, é porque provas estão sendo acumuladas para que a detenção ocorra em breve e com menos possibilidades de ser aliviada por pedidos de habeas-corpus. Os procuradores federais querem agir com a segurança de não ter os seus atos derrubados com a rapidez mostrada pelo Superior Tribunal de Justiça na sua primeira rodada, quando Marconi, por exemplo, foi liberado da cadeia em menos de 24 horas.

 

Nos primeiros momentos da Operação Confraria, chegou-se a noticiar a prisão de Marconi, que estaria em Búzios, na tal casa de veraneio que tem como proprietários ocultos Rincón e Júlio – que ele, de fato, frequentava nos bons tempos de poder. Mas não era verdade. A casa foi envolvida na ação policial, mas como alvo de sequestro de bem imóvel, para garantir a devolução dos recursos desviados pela OrCrim (dístico com que o MPF resume as organizações criminosas que investiga).

 

Que vêm aí tempos difíceis para o ex-governador tucano, ninguém duvida.