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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

20 dez

Álvaro Guimarães diz ter 28 votos para a presidência da Assembleia, enquanto Dr. Antônio garante contar com 20. Como são apenas 41 deputados, tem alguém sendo enganado aí

A matemática não está colaborando com os dois candidatos que se apresentaram para disputar a próxima presidência da Assembleia Legislativa: enquanto Álvaro Guimarães diz ter 28 votos, seu adversário, Dr. Antônio, assegura que já garantiu 20. Total: 48 votos, só que são 41 deputados estaduais. Os números foram publicados, em datas diferentes, pela coluna Giro, em O Popular.

 

Ou um ou outro ou os dois estão sendo enganados. Ainda, podem estar fazendo as contas com otimismo exagerado. De qualquer forma, é cedo para uma contagem precisa. A eleição será realizada em 1º de fevereiro, data de início da nova Legislatura. Há muita água para passar debaixo da ponte. O que pode ser dado como certo, por enquanto, é que existe um anseio entre um grande número de deputados veteranos e novatos no sentido de “zerar” a Assembleia. Em outras palavras: fazer uma limpeza geral na estrutura da Casa, afastando a influência do ex-governador Marconi Perillo e dos seus últimos ex-presidentes, que ainda deteriam o controle de fatias importantes do quadro de funcionários comissionados. Na sequência, esses espaços seriam entregues aos próprios deputados.

 

A Assembleia, dentro dessa visão, teria as suas benesses reservadas para os próprios parlamentares e não a forças externas. É de se convir que se trata de um argumento muito persuasivo, com o qual só se pode concordar. Por isso, surgiu e cresceu a candidatura do Dr. Antônio, enquanto a de Álvaro Guimarães entrou em erosão – ele deixou vazar um acordo para garantir os votos dos seis deputados do PSDB, mediante o qual atribuiria diretorias Francisco Oliveira e Eliane Pinheiro, tucanos que foram derrotados nas urnas e são intimamente ligados a Marconi.

 

Nos bastidores, a Assembleia vai pegar fogo daqui até 1º de fevereiro.