Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

20 dez

Reunião no dia 26 fará a contagem dos votos de Álvaro Guimarães e definirá o futuro da sua candidatura à presidência, ameaçada pelos deputados veteranos e novatos que querem “zerar” a Assembleia

Os deputados estaduais que apoiam a candidatura de Álvaro Guimarães farão uma reunião no próximo dia 26 com o objetivo de fazer a contagem dos votos e conferir se é real a ameaça dos parlamentares novatos e veteranos que se uniram para lançar o nome do Dr. Antônio para a presidência com a proposta de “zerar” a Assembleia Legislativa – isto é, promover uma limpeza geral na Casa, acabar com os focos de irregularidades  e eliminar a influência do ex-governador Marconi Perillo e de ex-presidentes na nomeação de funcionários comissionados.

 

Segurança de ganhar a eleição para a presidência o grupo de Álvaro Guimarães não tem mais, diante dos erros em série cometidos até agora:

 

1) apresentar da candidatura de Álvaro como imposição e interferência indevida do governador eleito Ronaldo Caiado na Assembleia;

 

2) não reunir sequer a bancada do DEM, que tem quatro deputados, um deles o próprio Álvaro, para começar a articulação, nem muito menos os demais deputados da base de Caiado;

 

3) priorizar a busca de apoio das bancadas oposicionistas;

 

4) acertar a entrega de diretorias para deputados derrotados e ligados a Marconi, como os tucanos de pé rachado Francisco de Oliveira e Eliane Pinheiro;

 

5) não se comprometer com uma mudança de costumes na Casa nem muito menos com a eliminação de práticas sem o mínimo de moralidade, entre as quais a farra de viagens e diárias é gravíssima; e

 

6) sinalizar a manutenção de um esquema de poder paralelo encastelado dentro da Assembleia, que dá a diretores mais prerrogativas e vantagens que aos próprios 41 deputados.

 

No geral, Álvaro Guimarães não captou o chamado “recado das urnas”, que renovou metade da Assembleia e mostrou que há na sociedade o anseio por uma nova política, da qual a atividade parlamentar deveria ser um dos expoentes maiores na mudança que se instalará em Goiás a partir do ano que vem. Isso pode não ter conserto mais.