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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

01 jan

Solenidade de posse de Caiado no plenário da Assembleia marca o enterro do Tempo Novo e o fim da carreira política de Marconi, massacrados nos discursos e nas manifestações da plateia

A solenidade de posse do governador Ronaldo Caiado, na manhã desta terça-feira, no plenário da Assembleia Legislativa, foi muito mais o cerimonial fúnebre do Tempo Novo que propriamente o registro de nascimento de uma época de renovação na política estadual.

 

Debilmente defendidos pelo deputado Talles Barreto, que falou em nome dos derrotados nas últimas eleições, o Tempo Novo e o ex-governador Marconi Perillo foram duramente massacrados nos discursos do representante da situação, José Nelto, e do próprio Caiado.

 

Não ficou pedra sobre pedra. Caiado chegou a definir os governos de Marconi como manifestação da “velha política”, que abusaram do uso da máquina pública e da estrutura de poder para formar maioria eleitoral durante os últimos 20 anos. Ele e Nelto entraram em detalhes sobre o descalabro administrativo e financeiro em que o Estado está sendo entregue, mergulhado em uma crise fiscal sem precedentes e enfrentando problemas graves de gestão que complicaram as coisas nas áreas da Educação, Saúde e Segurança.

 

Entretanto, Marconi só foi citado nominalmente por José Nelto, que o chamou de “coronel”, acrescentou que “fugiu de Goiás” e “se encontra em local ignorado”. Na verdade, o ex-governador fixou residência em São Paulo, onde supostamente passou a trabalhar como consultor da Companhia Siderúrgica Nacional. Zé Eliton, governador-tampão que após a posse entregou o cargo a Caiado, nos umbrais do Palácio das Esmeraldas, em cerimônia logo depois da posse, não foi sequer citado.

 

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