Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

08 jan

Entrando na 2º semana sem nada de concreto, a não ser um decreto padrão de corte de despesas, está claro que Caiado e equipe, salvo raras exceções, vão aprender a governar… governando

Goiás nunca viu antes um governo como o de Ronaldo Caiado, que venceu a eleição em 1º turno com um resultado espetacular, mas desde a abertura das urnas nunca mais apresentou nenhuma definição ou proposta que não a repetição genérica das promessas de campanha – tipo “vamos resolver isso” ou “os goianos podem confiar que saberemos o que fazer”.

 

Mais de uma semana depois de assumir, além de medidas convencionais como um decreto padrão de corte de despesas e outro para demitir todos os funcionários comissionados, Caiado não produziu nada de novo e passa até a imagem de que não sabe exatamente o que fazer – escorado na espera por uma missão do Tesouro Nacional que virá a Goiás lá pelo dia 21 de janeiro para avaliar a possibilidade de concessão de vantagens e privilégios que facilitariam a superação da inegável crise fiscal em que o Estado foi mergulhado pelos governos do Tempo Novo.

 

Com isso, está tudo paralisado. Nem orçamento para 2019 há: pela primeira vez na história, não se sabe nem quando será votado, o que contribui para engessar ainda mais os passos inaugurais da nova gestão. Nem o quadro de auxiliares foi completado e segue com amplos espaços vazios, como a presidência e diretorias da Agehab, por exemplo. É o início de governo mais esquisito de todos os tempos.

 

Muitas vezes, o que parece ser é exatamente o que é e não um equívoco ou uma ilusão. Caiado e sua equipe sinalizam pouca ou nenhuma experiência de gestão pública, com raríssimas exceções, dentre as quais o destaque é o traquejado secretário de Segurança Rodnei Miranda, que já ocupou o mesmo cargo em outros Estados e chegou até a ser prefeito, portanto dotado de conhecimento sobre como funciona o setor estatal e por isso mesmo o colaborador do governador que mais avançou até agora, enquanto o restante da equipe mal dá sinal de vida.

 

A sensação que se tem é que o novo governo vai aprender a governar… governando.