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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

08 jan

Manutenção dos convênios do Goiás na Frente está sendo avaliada pelo governo Caiado, mas é medida sem sentido porque o correto é o fim da velha e ineficaz política de repasse de dinheiro aos municípios

Falta sentido à decisão do governador Ronaldo Caiado de avaliar  a hipótese de manutenção dos convênios que o programa Goiás na Frente deixou em aberto com inúmeras prefeituras – entre elas, sintomaticamente, a de Formosa, cujo titular, Ernesto Roller, renunciou para assumir a Secretaria de Governo.

 

O Goiás na Frente, nem é preciso dizer, não passou de um programa essencialmente eleitoreiro, destinado amealhar apoio para a candidatura do então vice e posteriormente governador Zé Eliton. Alimentado pelo dinheiro que entrou com a privatização da Celg, representou uma pulverização de recursos semelhante à que marcou o dinheiro da venda da usina de Cachoeira Dourada e não trouxe nada de positivo para o Estado. A experiência foi tão infeliz quanto desastrosa, não rendendo votos para Zé Eliton (que terminou a eleição em um humilhante 3º lugar) e muito menos atendendo a demandas importantes dos municípios, já que a maioria dos prefeitos optou por gastar o que recebeu em obras de recapeamento do asfalto de ruas das suas cidades.

 

Fundos públicos não podem ser gastos assim, sem planejamento e, ainda piormente, levando as prefeituras a transferir ao Estado responsabilidades mínimas – como a manutenção da pavimentação – que são suas. Trata-se de uma prática da velha política, que além de tudo é ineficaz e não gera benefícios para o grosso da população. Algo que Caiado, ao se eleger prometendo mudança, deveria encarar de frente e riscar em definitivo da lista de atribuições do governo estadual, mesmo porque nem ganhos eleitorais produz , como demonstrado na eleição passada.

 

Mudança tem que ser para valer.