Informações, análises e comentários do jornalista
José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

26 jan

Tanto Cultura quanto Esportes, que tiveram Secretarias recriadas por Caiado, não necessitam de mais que departamentos para cuidar dos seus interesses, evitando estruturas e gastos inúteis

A recriação das Secretarias de Cultura e de Esporte & Lazer, uma das primeiras das poucas decisões do governador Ronaldo Caiado até agora, bate de frente com a disposição do novo governo de implantar um regime de austeridade no Estado.

 

Ambos os setores estão longe de se caracterizarem como prioridades, pelo menos no nível de áreas como Saúde, Educação ou Segurança. E mais: reduzidos à condição de departamentos da Secretaria de Educação, vinha funcionando muito bem, dentro das suas possibilidades. No setor cultural, o que interessa são as verbas para o financiamento de projetos, enquanto, para o esporte & lazer, a única demanda é a administração do patrimônio que o Estado tem em matéria de ginásios de esportes e pouca coisa a mais. Nem uma nem outra área necessita de mais do que isso.

 

Caiado recriou as duas Secretarias com o propósito óbvio de valorizar a imagem de governante comprometido com as tradições em artes do Estado, que são, reconheçamos, fraquíssimas e de escassa projeção, tanto interna quanto nacionalmente, e com o apoio genérico à juventude. Houve influência do marketing na decisão, mas o que importa é o resultado: aumento de gastos, que virão dentre outros ralos através da multiplicação de cargos como o de secretário executivo, secretário adjunto e secretário geral, que cada pasta terá, cumulativamente com chefia de gabinetes e isso e aquilo. No fundo, dinheiro  público jogado fora, apesar do discurso de corte de gastos, de economia e de fim dos desperdícios desfiado pelo novo governador.