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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

02 fev

Fátima Gavioli vai dar aulas de pós-gradução em faculdade particular de Goiânia, para complementar renda e custear sua manutenção em Goiânia, drama dos secretários que vieram de fora

A secretária estadual de Educação Fátima Gavioli assinou contrato para trabalhar como professora de curso de pós-graduação em Psicopedagogia em uma faculdade particular de Goiânia (a Faculdade Delta, associada ao Colégio Delta).

 

Ela ministrará aulas em finais de semana, como é padrão em todo e qualquer curso de pós-gradução, devendo receber – no caso dela, que é doutora – entre R$ 3 e 4 mil reais por fim de semana, mas exclusivamente quando ela atuar como professora naquele período.

 

Como titular da pasta da Educação, Fátima Gavioli recebe R$ 14.999 mensais líquidos, valor com o qual ela deve fazer face às suas despesas, inclusive de mudança para Goiânia, já que ele veio de fora (morava em Rondônia, onde, inclusive, foi candidata a deputada estadual, sem sucesso,  nas últimas eleições). Não é preciso de mais informações para saber que esse salário é insuficiente ou no mínimo apertado para quem está se instalando em uma cidade onde nunca pisou antes – os gastos são pesados para qualquer um.

 

Em uma reunião com a sua assessoria na Seduce, há poucos dias, ela fez um desabafo: disse que o salário de secretária é baixo demais e que, após as despesas obrigatórias, só sobram R$ 4 mil mensais e que isso, em especial para quem está morando longe da família, acaba em sofrimento. É o mesmo drama enfrentado por todos os secretários que o governador Ronaldo Caiado trouxe de fora.