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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

14 dez

Prefeitos da Grande Goiânia entram mal na reta final dos seus mandatos

Coincidentemente, nenhum dos prefeitos das cidades mais importantes da Grande Goiânia tem se saído a contento nas suas gestões. Extraindo-se uma média do desempenho de Rogério Cruz, em Goiânia; Vilmar Mariano, em Aparecida; Fernando Pellozo, em Senador Canedo; e Marden Jr., em Trindade, o que se tem são atuações medíocres, sem foco, incapazes até de cumprir o mais banal das suas obrigações, que seriam por exemplo os serviços de limpeza e combate às erosões provocadas pelas chuvas ou garantir qualidade mínima para o atendimento de Saúde e na Educação. Eles não conseguem e o resultado é que a população vive o caos.

O fiasco é geral. Oportunamente, virá o troco. Uma característica comum ajuda a explicar por que esses prefeitos estão abaixo, muito abaixo, das expectativas básicas quanto a capacidade para o exercício dos seus cargos: nenhum deles teve experiência anterior como gestor, seja no setor público, seja na iniciativa privada. São tipos que nunca cuidaram sequer de um carrinho de pipoca, porém acabaram levados pelos desvãos da política para gerenciar as suas cidades, algo complexo para o qual não estavam preparados.

Pois bem: a partir de 2023, eles entram na reta final dos seus mandatos. Todos, como foram eleitos ou chegaram ao cargo pela primeira vez, com direito a disputar a reeleição. De um modo geral, serão presas fáceis para adversários poderosos que, com a fragilidade administrativa demonstrada, já começam a fazer fila. Um caso significativo é Trindade: o ex-prefeito George Morais foi eleito para a Assembleia com mais de 34 mil votos, sendo 10 mil trindadenses. Seu objetivo é a prefeitura local e ele já está em campanha, lembrando que a sua mulher, Flávia Morais, foi reeleita para a Câmara Federal com novo recorde de votos, dos quais 20% oriundos de Trindade. O casal sabe fazer política.

Sem visão, sem talento, sem inovação, resta a esses prefeitos confiar na força das máquinas que comandam para renovar os mandatos. Pode ser, mas que é uma aposta arriscada, é.