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José Luiz Bittencourt sobre política, cultura e economia

20 fev

Super Pedro para prefeito de Goiânia depende inteiramente de Caiado

O titular da recém-criada Secretaria de Infraestrutura, Pedro Sales, passou a ser citado no noticiário político como nome potencial para disputar a prefeitura de Goiânia no ano vindouro. Lançado pelo deputado federal José Nelto, Sales não admitiu nem desmentiu, reafirmando diplomaticamente, em conversas de bastidores, a intenção de conquistar uma vaga de deputado federal em 2026.

Ou seja: não é candidato, mas, quem sabe, pode ser. No caso, inteiramente a depender da definição do governador Ronaldo Caiado quanto a apoiar ou não a busca de Rogério Cruz pela reeleição. E ainda é cedo para esse posicionamento, pelo menos conforme as regras tradicionais da política. As mesmas para as quais Caiado não deu a menor bola ao escolher Daniel Vilela como seu vice a mais de ano e meio antes da eleição, em uma manobra criticada, porém em tempo aclamada como plenamente acertada.

Super Pedro, como Sales é chamado em razão do acúmulo de recursos e influência administrativa na pasta da Infraestrutura, mexe-se meio que timidamente. Ouve conselhos, não perde uma oportunidade para discursar, em especial no interior, e aprende a distribuir abraços e tapinhas nas costas. Não ousa ir além em razão da fidelidade ao governador, dono da palavra final sobre qualquer plano seu que não tenha a Câmara dos Deputados como destino.

Pesa, no entanto, o exemplo de Bruno Peixoto, eleito por unanimidade para a presidência da Assembleia. No início, Bruno saiu articulando por conta própria. Viabilizou-se e acabou com o caminho livre, sem nunca ter recebido o apoio explícito de Caiado. É a velha história: alguém vai ao governador, diz que tem essa ou aquela pretensão e ouve a resposta padrão: “Viabilize-se e aí veremos como fica”. Bruno conseguiu. Super Pedro, assim, terá que avaliar a conveniência de adotar essa estratégia, se tiver interesse pela corrida pelo Paço Municipal. Não há outra, no momento.